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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Esculturas hiper-realistas

Olympus Lauren Perdue, 2013


Estou de volta! Com algumas picadelas de insectos e com doses elevadas de sono. Mas estou de volta. Até já tenho saudades de dormir numa tenda enquanto os DJs passam o seu untz untz untz. E enquanto os junkies batem a chinela até cavarem um buraco no chão. Para o ano há mais! Nunca fecho os olhos ao mundo da arte e a pesquisa constante que lhe entrego é uma das coisas que me alimenta. Não sou preconceituosa no que diz respeito à escultura. Aprecio os clássicos e as superfícies polidas em mármore como aprecio uma obra contemporânea. Isto porque não há comparação possível. Nem na técnica nem no contexto. Odeio quando as pessoas se armam em entendidas no assunto e se põem a dizer que uma pietá esculpida é mais bela que uma estrutura de ferro. Shut up, seriously. Nem tanto. Falem à vontade porque têm esse direito. Mas não caiam na ignorância. Só se for mesmo necessário. 

Mas hoje trago-vos obras contemporâneas que obedecem ao hiper-realismo. Se a pintura recorreu ao fotorrealismo para criar obrar semelhantes à fotografia, a escultura recorre ao hiper-realismo parar criar objectos e/ou figuras humanas que correspondam, com veracidade, à realidade. As obras da escultora Carole Feuerman são, na sua maioria, imitações do corpo humano. O material usado para as esculpir tanto pode ser resina como mármore e bronze. Depois, se assim o entender, é-lhes aplicada uma camada de tinta a óleo. O tamanho varia. Tanto podem ser feitas à escala humana como em grande escala. Numa entrevista, disse que a água e a natação passaram a ser, desde cedo, a sua maior inspiração. Isto porque os nadadores sempre lhe aparentaram ter o equilíbrio entre a mente e o corpo humano. Quanto a isso, não sei. Não sou lá grande peixe. Só sei que adoro as esculturas. Além de venerar a sua técnica, sinto um certo sossego quando olho para elas. Talvez me seja transmitido pela ideia da água. E se assim for, penso que a inspiração da artista cumpre o seu objectivo. Além disso, acho fácil identificarmo-nos com as obras por serem réplicas do nosso corpo e por apresentarem pormenores que são só nossos. Como a roupa e acessórios ou como as gotas de água a escorrerem na pele. Não somos nós mas quase.