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domingo, 5 de julho de 2015

Os Nokia da minha vida


A morte precoce do meu smartphone transportou-me para o passado. Decidi, então, partir à procura de todos os telemóveis que tive antes de entrar no mundo dos smartphones. Como já tinha dito, só fui moderna no final de 2014. E contra a minha vontade. Se o meu último telemóvel não se tivesse estragado, ainda estaria agarrada às teclas. Optei sempre por telemóveis da NOKIA. Não me perguntem porquê. Talvez por ser a marca que mais modelos desenvolvia e pelo sucesso que tinha. Seja como for, nunca me desiludiram. Continuei a comprar da mesma marca apesar de agora ter sido comprada pela Microsoft. Aqui fica a lista, por ordem, dos bebés que outrora tive. Digam-me se tiveram algum dos seguintes!

O clássico. O primeiro dos primeiros. Até era vergonha se assim não fosse. Pertenceu à minha mãe depois dela se livrar do Ericson com a antena. E eu herdei-o para passar tardes a jogar Space Impact e Snake. Tinha imagens super lindas e parolas que podiam ser enviadas, com um custo elevado. A maior relíquia que todos podemos ter. Nem que seja para atirar com ele à cabeça de alguém. 
Este foi o primeiro comprado, exclusivamente, para mim. Tinha o verde e a capa saía puxando a parte de cima e a de baixa na direcção contrária. Foi com ele que começou a paixão pelo jogo Bounce. Ah, e os concertos de toques.  Era incrivelmente resistente pois a capa era de borracha. Infelizmente, emprestei-o, nem sei porquê, à minha mãe e ela perdeu-o. Sim, a minha mini me ralhou-lhe.
Com este, retrocedi. Como fiquei sem o giraço verde anterior, a minha mãe deu-me o dela. E comprou outro...para ela. Ficarei eternamente grata. Não. Mas vá, tinha a cobra e as teclas brilhavam like a diamond. Nunca percebi se aquela parte de trás servia para alguma coisa. Serviu para muitas chamadas durante algum tempo. Depois ficou parado à espera que algum dos próximos se avariasse.
Delirei com este. Sentia que tinha a maior das invenções nas mãos. O primeiro que tive com câmera. Começaram as fotos a tudo e mais alguma coisa. Dois números em cada tecla. Toques polifónicos a bombar. 300 SMS grátis por semana (wuwu). E, o melhor de tudo: trazia um engenho que recortava capas de tudo aquilo que quiséssemos. Podia andar com a minha fronha na parte de trás.
Não me lembro bem da aquisição deste bicho. Só sei que nesta altura já se enviava um número considerável de mensagens porque ficou sem a tecla do meio. Ou então era de jogar. Apesar de já não me lembrar que jogos trazia. Contentei-me com ele durante algum tempo.


Pára tudo. USB. Cartão de memória. Isto mudou a minha vida. Deixei de lado o MP3 e usei e abusei do telemóvel para ouvir música. A qualidade das fotografias já era melhor e podia transferi-las para o PC. Acho que este telemóvel foi altamente cobiçado na altura. A cobra já era 3D aqui. Foi autografo pelos 30 Seconds to Mars. Não, não o guardei numa câmara de ar. Saiu tudo com o suor das mãos.
Este foi o amor da minha vida. Comprei-o em 2009 e acompanhou-me até 2014. Valeu bem os 170€. A câmera era Carl Zeiss portanto as fotografias ficavam maravilhosas. A internet era razoável  e já podia adquirir novos jogos e ter facebook. Estava preenchido de música e acompanhou-me em imensos momentos. Tenho pena que não tenha chegado a completar seis anos. Não me importava, nem um segundo, de o voltar a ter.