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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sandálias da mãe


Como prometido, aqui estão as compras da minha mãe. Ela é daquelas mulheres que andam de saltos altos em todo e para todo o lado. Se a virem com sapatos rasos, alguma coisa não está bem. Até em casa tem que andar nas alturas. Nem que sejam chanatas de "enfiar o dedo". Têm que ter sempre saltinho. Até as sapatilhas para a ginástica são altinhas. Ninguém a pode julgar por gostar de andar nas alturas. Como devem calcular, quando era pequena e recebia ameaças do "levas com o chinelo", não gostava muito. Porque não era um chinelo. Era uma sapata de oito/dez centímetros com pop art desenhada na plataforma. Não queria nada ficar com o rabo quente por causa daquela coisa. Ainda que merecesse (sempre). Se lhe digo para usar calçado raso, fica toda ofendida. Hei-de usar até poder. Tem razão. Às vezes, andar ao nível da terra torna-se bastante deprimente. Às vezes, precisamos de ser mesmo superiores a tudo e todos. Até com os saltos faço metáforas. Seja como for, as minhas sandálias mais altas têm seis centímetros. Não me atrevo a ultrapassar esse limite caso seja para andar com elas o dia inteiro. Até me desenrasco bem a andar se saltos. Não se me torce o pé nem ando com as pernas arqueadas, mas não faço questão de os usar. Talvez nunca lhes tenha dado uma oportunidade séria. Relativamente às sandálias, estou apaixonada pelas pretas (que novidade). Acho que ainda lhas vou roubar, uma vez ou outra. São da nova colecção da Parfois e custaram 34.95€. As outras, da Seaside, também são muito giras e a tira prateada sobressai com a roupa certa. Estavam em saldo e custaram 17€ 34€. Para acabar, só posso dizer que a minha mãe é uma jeitosa e que vai ficar toda inchada quando ler isto.