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sábado, 16 de maio de 2015

O amor é velho

Ontem vi o título deste vídeo. Estava na faculdade e tentei abri-lo. Não deu. Sim, a internet na minha faculdade é fantástica. Tão futurista que falha a toda a hora. Moving on. Ainda bem que não o consegui abrir. Já vos explico porquê. A um mês de se casarem, um casal participou no projecto "100 Years of Beauty: aging". Tiveram a oportunidade de se ver no futuro. Uma equipa de makeup transformou-os no seus "eu" em três idades: 50, 70 e 90 anos. Quando percebi do que se tratava, pensei: hum deve ser interessante. Adoro ver previsões físicas do futuro. Cheguei a casa e carreguei no play. Obrigada santa internet por não me teres deixado ver isto em público. Digamos que o vídeo me tocou mais do que estava à espera. É magnífico ver como eles reagem um ao outro. Claro que nunca saberemos o seu verdadeiro aspecto, o desenvolvimento da sua relação e comportamentos. Assim como não saberemos se chegam lá juntos, vivos ou mortos. Não importa. Para mim, que não peço muito, o amor que nutrem agora, foi suficiente para largar algumas lágrimas. Aquilo que mais me impressiona não é o aspecto físico. É pensar que duas pessoas podem percorrer, juntas, um caminho tão longo. Sei que cada um vai sentir uma emoção diferente. Pode ser um incentivo para os apaixonados. Uma depressão para os desapaixonados. Uma reflexão para quem está com alguém e afinal não quer estar. Indiferença para quem é indiferente a tudo. Pode ser tanta coisa. Também nos podemos afastar do conceito de amor eterno e pensar na família, nos amigos. Esses temos a certeza que nos vão ver envelhecer. E gostar de nós, quer sejamos velhos gaiteiros, velhos inconformados, velhos porcos e maus, velhos tão bonzinhos que enjoa, velhos restelenses, velhos anarquistas, velhos de direita, velhos histéricos, velhos carpideiros, velhos que fazem xixi em todo o lado ( c'est la vie), etc. Mas que nunca sejamos apáticos por vontade própria. E lembrem-se, se chorarem a ver o vídeo (como eu), digam que estiveram a cortar cebolas!