![]() |
| Renoir Woman with a cat 1875 |
Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 16 de junho de 2015
Estou cansada
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Não estou a matar ninguém
Hoje vou passar grande parte do dia a editar som para um projecto da faculdade. Quem me tem acompanhado, já deve ter percebido que até sou uma rapariga fofinha. Mas também tenho alguns parafusos a menos. Se adoro ver vídeos de gatinhos no youtube, também adoro berros, gemidos e afins. Uma das coisas que me dá gozo (e faz parte do meu trabalho) é criar sons. E, desta vez, os sons passam por tudo aquilo que é mórbido, aterrorizante, inquietante e abafador. Não é a primeira vez que o faço. Por algum motivo, os meus projectos vão sempre dar aí. Tenho o cérebro perturbado. Mas adoro! Estou a fazer um mini filme abstracto onde a maior parte das imagens são found footage. Como tenho imagens harmoniosas, decidi contrastar o visual com o auditivo. É algo que funciona muito bem. Atribuir novos sentidos às coisas, às imagens. Se tenho um casal a beijar-se numa paisagem de flores, então vou fazê-los sangrar dos ouvidos com gritos intensos de dor. Acreditem, não é estranho. Basta saber que, se lhes acoplarmos um canto de passarinhos, o casal aparenta ser feliz. E não é isso que queremos. São contrastes levados aos extremo.
Sabemos que os sons dos filmes são criados para nos guiar. Para nos levar ao caminho exacto das nossas emoções. Eles sabem como fazer-nos sentir. Mas se estamos a ver uma laranja e a ouvir o som de um relógio, não bate a bota com a perdigota. Mas pode bater. É aqui que entra o nosso lado crítico. Agora já ninguém nos conduz. Vamos sozinhos e muitas vezes não queremos dar um passo à frente. Muitas vezes, não sabemos o que sentir porque ninguém nos pediu (obrigou) para sentir. Há que saber estimular as emoções. Há que saber prolongar o pensamento para onde nunca se atreveu a ir. Deixem-no ir. Não precisamos de ciências exactas a toda a hora. É isso que faço ao trabalhar com som. Deixo-me ir, mesmo que saiba o que estou a fazer. Portanto, hoje a minha casa vai vibrar com sons literalmente horríveis. A probabilidade de algum vizinho estar a ler isto é inferior a zero. Mas fica o aviso. Afinal, qual é o mal? Não sou eu que às duas da manhã tenho o "teru" das notificações do facebook nas alturas. Nem sou eu que arrasto cadeiras de madrugada como se de uma fantasia sexual se tratasse. Ah, e também não sou eu que dou um berro às oito da manhã para que o outro vizinho, que decidiu usar um berbequim, se cale. Só vantagens. Só perdoo o choro do bebé e o miar do gato.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

