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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Joker, Joker, Joker


Está tudo maluco com o novo Joker. O filme Suicide Squad só tem estreia marcada para o próximo Verão. Ainda assim, os fãs e os não fãs do maior vilão do Batman andam a bater mal da cabeça há meses. Uns dizem que o actor Jared Leto não encaixa no papel. Outros dizem que encaixa mas que o problema está no seu aspecto. Que o boneco não está bem montado. Que não devia ter tatuagens. Que não devia ter cenas nos dentes. Que não devia ter assim o cabelo. Que não devia o raio que os parta. Confesso que quando saiu a primeira imagem daquilo que estava para vir, também torci o nariz. Nunca me tinha passado pela cabeça ver o Joker em tronco nu. Não acompanho as BDs portanto só posso opinar sobre alguns filmes. 



A minha aproximação a este vilão, que para mim é um dos mais complexos, começou com o filme Batman (1989) de Tim Burton. Adoro fazer maratonas Batman a partir desse filme. O Joker foi interpretado pelo mítico Jack Nicholson. Conquistou-me por ser um palhaço feliz capaz de pegar numa metralhadora e matar toda a gente. Porque não? As suas atitudes eram completamente tolas e, em conjunto com as gargalhas, fez-nos divertir. Ainda assim, a sua insanidade nunca foi posta de lado. Matar é glorioso para o Joker. Matar é anedótico. E morrer com um sorriso na cara é essencial. Já no O Cavaleiro das Trevas (2008) de Christopher Nolan, assistimos a um Joker totalmente diferente. Na altura, ninguém acreditava que o Heath Ledger fosse capaz de se agarrar à personagem e torná-la numa das interpretações mais apetecíveis do vilão. O actor morreu no mesmo ano da estreia do filme devido a uma overdose acidental. Se estiveram atentos ao caso, acredita-se que Ledger mergulhou profundamente no Joker e ficou mentalmente perturbado. Rumor à parte, a verdade é que o actor se preparou psicologicamente para o papel, explorando, por exemplo, o isolamento. Isto porque este Joker, que repetidamente nos pergunta why so serious, age como um maníaco cujo desejo é instalar a anarquia em Gotham. O humor é substituído, por inteiro, pelo sarcasmo. A inteligência e a imoralidade são duas das suas grandes armas. Aquilo que mais admirei neste Joker foi a sua vontade e insistência em provar que o resto das pessoas também são capazes de ser cruéis e doentias como ele. Claro que sim. 

Se já viram o trailer do Suicide Squad, já se aperceberam que vai ter uma carga psicótica bastante elevada. Por parte de todas as personagens. Acredito que o Leto não vai desiludir. Considero-o um dos actores mais versáteis neste momento. É inacreditável a quantidade de personagens que engole e cospe, como resultado do seu bom trabalho. Este Joker já prometeu magoar-nos, muito e muito. Eu cá não me importo. Espero que seja o mais psicopata possível. Ao vê-lo durante estes míseros segundos, até me esqueci da sua aparência. Afinal, o Joker é único. E deve sê-lo em cada adaptação. Um dos pontos positivos no trailer é o cover da música I Started a Joke dos Bee Gees. Perfeita para um filme com o Joker. AHAHAHAHAHAHAH


I started a joke which started the whole world crying but I didn't see that the joke was on me.