Costumo usar carteiras pequenas. Não sou daquelas gajas que andam com a casa atrás. Tenho amigas assim. Cada vez que abrem a carteira, saltam de cabeça e navegam num mar que, sinceramente, já nem elas conhecem. Não vejo necessidade de andar com, literalmente, tudo na carteira. Mas não julgo. Andem à vontade com os talheres e com o aspirador ao braço! Estas são as coisas essenciais para o meu dia-a-dia. Um livro. Neste caso, O Livro das Ilusões do Paul Auster. Mais tarde, falarei dele. Um sketch book para ir desenhando isto e aquilo. Um bloco de notas para apontar tudo e mais alguma coisa. O telemóvel, sempre em silêncio. Por isso é que raramente atendo chamadas. Ou então, é de propósito. Não sei. Uma bic e uma caneta de gel (para desenhar). Uma pen inception de tralhas. Um isqueiro/lanterna. Não fumo, mas pode dar jeito. A luz é sempre necessária. Um batom Labello de melancia. Apesar de algumas pessoas não gostarem, eu acho que deixa os lábios bem hidratados. Um batom Essence nude, para finalizar. Um potinho de Nivea. "A Nivea faz bem a tudo". Um elástico para o cabelo daqueles que não deixa marca, mas, com um bocado de azar, até deixa. Uns phones para o telemóvel ou PC. Um pacote de lenços. Tenho sempre. Sempre, sempre, sempre. E, por fim, a carteira (Parfois), cheia de cartões, mais tralhas e vazia de dinheiro. Com esta descrição, até parece que me esqueci da fotografia. E vocês? Trazem muita ou pouca coisa neste mundo fascinante que é a carteira?
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Fazer a mala
Não tenho bem a certeza se gosto ou odeio fazer malas. Tudo depende do destino. Se a vontade de ir for muita, então a minha mala de viagem já foi pensada e repensada várias vezes e, na noite anterior à partida está pronta. Se não me apetecer muito ir, sabe-se lá para onde, confesso que a mala também estará pronta a tempo. Pode até ser feita na última hora mas sei que vai estar igualmente organizada. Sei sempre o que quero e preciso levar. A organização ataca-me muitas vezes.
A minha mala está, normalmente, dividida da seguinte maneira: "montinho" das calças, calções e saias; "montinho" das camisolas; "montinho" dos vestidos; "montinho" da roupa interior (às vezes, as meias gostam de ir espalhadas pela mala para aproveitar espaços mortos). Por cima disso tudo, costumam ir os casacos, dobrados de todas as maneiras possíveis. Ah, esqueci-me! O calçado é, muitas vezes, a cereja no topo do bolo. Não é, de todo, a melhor parte. Mas quando me apercebo que vou ter que andar calçada, já os montinhos estão todos aconchegados. O que me irrita profundamente é fazer mala quando ainda não tomei banho. Ou seja, vou ter que deixar sempre um espaço para o necessaire. Odeio ver a mala aberta, no meio do quarto, à espera dos cremes e das escovas para poder ser fechada. Até me dá pena vê-la ali a desesperar. O pior é quando decido "afinal já não vou hoje". E puxa camisola daqui, cueca dali, o cinto que ficou no meio dos vestidos e uns collants que ficaram esticados por baixo dos montinhos todos. Já para não falar dos acessórios de "última hora". Carregadores, livros, máquinas fotográficas, cadernos vão, literalmente, onde couberem. Rabo sentado na mala, fecha aqui, fecha ali e no meio. Já está. Trancada. Sim. Com código. Sim. Não. Ai, depois não me lembro. Sim.
De qualquer maneira, por mais organizado que se seja, fazer a mala é uma aventura confusa. Uma amostra do momento menos emocionante de ir embora...Isto quando há, sequer, emoção. Porque se não nos apetecer, nada, nada, nada, nada, nada, ir embora...então não vamos, não é ? Não, não pode ser.
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