No seguimento do post anterior, tenho a dizer o seguinte: wow. Penso que este episódio de Walking Dead veio fortalecer as minhas palavras. Conseguimos perceber realmente a natureza das relações entre as personagens. Uma comunidade escondida entre "grandes muros" não tinha a percepção do quão selvagem o mundo se tornara lá fora. Os zombies são umas ovelhas comparados aos humanos. Um grupo que viveu tanto tempo na estrada, combatendo igualmente mortos-vivos e vivos-mortos, já está praticamente vacinado contra todas as atrocidades. Assim, tornam-se indispensáveis para qualquer pessoa que tencione sobreviver. A comunidade precisava de entender essa necessidade. Adorei o fio condutor do episódio. Os momentos de loucura, perdão, esperança, crime e as micro-histórias de cada um fizeram parte de um grande argumento para que Rick Grimes conseguisse, mais uma vez, mostrar "who's the boss". Então, os inocentes, ingénuos, inexperientes, ignorantes conseguiram, finalmente, sentir o sabor vingativo do sangue que Rick e o grupo, tantas vezes sentiram no rosto e no peito.
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terça-feira, 31 de março de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Síndrome do último episódio
Hoje vai
dar o último episódio da temporada 5 da série The Walking Dead. Não falta muito
tempo para lhe por a vista em cima. Mas pareceu-me bem falar disso antes.
Apesar de ser uma série bastante promissora ao início, sinto que acabei por
acompanhá-la (até daqui a cerca de duas horas) simplesmente porque sim. Não.
Não é verdade. Gosto realmente da série. Por vezes irrita-me profundamente por
ser tão previsível. O que me leva a vê-la, desde 2010, é a curiosidade pelo
desenvolvimento da história. Óbvio. Mas não só. Fiquei bastante satisfeita com
o modo como as personagens foram exploradas. Aquilo a que alguns chamam de
tempo morto em alguns episódios (onde nenhum zombie e/ou personagem morrem), eu
chamo tempo ganho. Sempre gostei que o passado e vida antes do “apocalipse” das
personagens fosse apresentado ao espectador. Sem isso não conseguiria entender
as suas acções. O comportamento que têm em relação aos zombies é transversal a
todos. Também eu fugiria/mataria num cenário daqueles. Se conseguisse. Não consigo
correr muito e já me cortei a cortar pão…Contudo, as relações que desenvolvem
entre si são muito ricas. Mostra-nos exactamente como elas seriam caso não
precisássemos de viver atrás de máscaras, convenções e regras. A
justiça aqui é crua e dura. A divisão entre os “bons” e os “maus” é
profundamente marcada. Matar alguém sabendo que é o mau da fita é muito mais
fácil. A consciência não pesa. Sentem-se heróis. Salvadores do grupo, porque da
nação, naquele contexto, é impossível. E nós não ficamos com pena. Apenas
sentamos e esperamos (alguns até rezam) para que não aconteça nada de mal
(morra vá) ao nosso personagem preferido. Conhecê-los também me dá oportunidade
de antever o seu comportamento. É uma série sobre os vivos. Sem saber ainda
como este episódio 63 vai acabar, só me resta dizer que vou ficar, novamente,
meses a imaginar o futuro daqueles desgraçados. E agora vamos à vida porque a
morte é certa.
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| Daryl Dixon & Judith The Walking Dead |
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