Não gosto de cidra. Hoje provei a Somersby de amora. Devo dizer que se tornou uma das minhas bebidas preferidas. Tenho dificuldade em gostar de bebidas alcoólicas. Se a beber várias vezes, acabo por me cansar dela. Depois, como qualquer um nós (ou não = mania de generalizar), volto à cerveja só porque sim. Também não faz parte do top+ do meu gosto quase (nada) requintado. Sou esquisita pronto. Seja pela cor apelativa ou por me dar naturalmente bem com a amora, penso ter algo para beber nos próximos tempos. Até a odiar profundamente...
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Maratona Kubrick para o feriado
Viagem ao mundo alucinante de Stanley Kubrick.
Full Metal Jacket - 1987
2001: A Space Odyssey - 1968
A Clockwork Orange - 1971
The Shinning - 1980
Black Sails
Por mais que a ideia que tenham acerca de nós seja errada, não interessa. Corrijo: não interessa se não gostarmos da pessoa em questão. Há jogos que existem para ser jogados fazendo uso da mentira e da batota. Às vezes ganhamos mais em ser um monstro para alguém. E se formos inteligentes o suficiente, somos capazes de nos surpreender a nós mesmos, erguendo uma besta que ninguém vai querer enfrentar. São tempos difíceis para sermos fofinhos. Ergamos o pirata que há em nós!
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Comer e beber!
Seis cafés/bares para visitar no Porto:
1. Amorefrato
2. Leitaria da Baixa
3. Duas de Letra
4. Era uma vez em Paris
5. Maus Hábitos
6. Plano B
A Metamorfose
“Certa manhã, ao acordar após
sonhos agitados, Gregor Samsa viu-se na sua cama, metamorfoseado num monstruoso
insecto.”
A primeira frase do livro “A
Metamorfose” (1915) de Franz Kafka apresenta-nos um facto: um homem, Gregor
Samsa, que sofreu uma transformação de homem para insecto. A história tem um
carácter tão realista que quase nos esquecemos que tal é impossível. A fantasia
desaparece. É-nos apresentado um homem demasiado preso ao seu emprego,
representando, assim, a maioria da sociedade da época (e de hoje?). Um homem
alienado da realidade, atingido pelos tempos de desespero e desorientação. Quando
se transforma num bicho monstruoso, a sua rotina muda completamente. Impedido
de trabalhar, passa todo o seu tempo em casa. A sua consciência pesa. Mas não
por ele. Pela família. Mas não por amor. Por obrigação. Todos na família vivem
à sua custa. É-lhes indispensável pois dependem totalmente dos seus
rendimentos. Depois do “grande acontecimento”, essa situação muda. Gregor
torna-se um parasita que, além de não suportar as despesas, ainda dá trabalho.
A família viu-se obrigada a procurar trabalho e a preocupação com Gregor passou
a ser nula. Nem a irmã, que inicialmente cuidou dele, conseguiu resistir à sua
mudança física diária. O nojo levou-a a crer que aquele já não era o seu irmão.
Passa os dias no quarto, rodeado de excrementos. Um cenário perturbante.
Esta
obra explora o comportamento humano de uma forma inquietante. O quotidiano é
angustiante, abafado. O desejo de libertação de um emprego que odiamos, a frustração
connosco, com o mundo e com os outros transforma-nos em insectos. Ou, pelo
menos, deixa-nos no lumiar entre homem e bicho. Passamos de um “nada” para
outro “nada” isolado do mundo. Um bicho ainda sensível à música (“Seria mesmo
um animal, se a música o comovia àquele ponto?”). Um bicho que apodrece com uma
maçã cravada nas costas, como se a sua vida enquanto homem nada tivesse
significado…
quarta-feira, 1 de abril de 2015
As Bagas
Os frutos silvestres são um dos
meus sabores preferidos. Individualmente, cada um se afirma pelo seu sabor. Se
alguma coisa é de mirtilo, é de mirtilo. Quando peço “um sumo de frutos
silvestres, por favor”, oiço muitas vezes: “de frutos vermelhos?”. Ou
vice-versa. Outras vezes: “ah silvestres não temos, pode ser dos bosques?” Sim,
pode. Gostava que algumas pessoas percebessem que esses três nomes correspondem
à mesma coisa. De qualquer maneira, não deve ser nada fácil ter três nomes
próprios. Pobres bagas, sempre com problemas de identidade. Elas até se separam
e tentam competir umas com as outras. Mas há sempre alguém que ache que um
morango também é uma framboesa, e uma framboesa uma amora. A groselha já não
aguenta que lhe chamem mirtilo. Já tentei comprar duas vezes um perfume de
amora. E duas vezes vi a minha encomenda errada. Dois perfumes de framboesa
como consequência. Qual é a dificuldade afinal? Eu não gostaria nada que
confundissem o meu cheiro, sabor e, sobretudo, a minha cor! Numa tentativa de
ajudar os frutos silvestres a diminuir os seus nomes, devo dizer que “vermelhos”
pode ser excluído da lista. Os frutos silvestres são, na sua maioria, bagas e
apresentam uma cor negra ou vermelha. Assim, passam a ter apenas dois nomes. Já
não é mau. Eu tenho cinco.
Na prateleira do supermercado,
disponho de quatro opções: doce de morango, doce de framboesa, doce de amora e
doce de frutos silvestres. Gosto de todos mas acabo sempre por levar o frasco
onde vivem em conjunto. Quem me dera poder fazer isto com os meus amigos mas
parece que, infelizmente, cada um arranjou o seu frasco para viver.
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