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terça-feira, 30 de junho de 2015

Happily Ever After


Há uns dias, a minha amiga Belga deu-me este 100 days notebook. Fiquei apaixonada por ele. Aliás, fiquei com imensa vontade de o escrever. Mas é tão bonito que nem me apetece ver lá palavras escritas. Vou ocupá-lo com o quê? É difícil afastar-me de um tema romântico e piegas quando o próprio notebook nos conduz, através das páginas e das frases que tem inscritas, para uma história de amor. Não que eu não tenha uma. Mas não sou, certamente, uma princesa. Seja como for, desperta a fantasia em todos aqueles que lhe pegam. Tresanda a magia. Eu não tresando a magia mas tenho um cantinho muito aceso neste coração que aparenta ser preto. Sou uma parola, vá. Choro com filmes românticos e, embora não me preocupe com o felizes para sempre, gosto desse conceito. Na capa, o notebook tem escrito o seguinte: My whole life seemed to start and end with you. Decidi ir à procura duma pirosice que escrevi, em 2010, para o meu namorado. É impressionante como, cinco anos depois, não sou capaz de alterar nenhuma palavra. E parece-me uma excelente maneira de começar a escrever este notebook, que makes your wish come true with fairy magic.

A esperança nunca existiu e a espera de nada servia. O calor aumentava e fazia o corpo suar à medida que a ansiedade derretia. As unhas roídas, começavam agora, a transformar-se num vício. Aquilo que eu pensara ser nervosismo, transformou-se em amor. Nem as palavras mais intensas o sabem descrever. Mergulhada na ignorância dos sentimentos, senti necessidade de me libertar de algo que não era meu. Parece impossível desejar tanto a liberdade de algo que não nos pertence e, provavelmente, não pertencerá. Aos poucos e em pouco tempo, apercebi-me de que o meu sistema nervoso detectara falhas irremediáveis. Dias depois, acusei o sistema digestivo devido à volta ao mundo em oitenta dias por parte do meu estômago. Fiz o meu próprio diagnóstico e dele não excluí nenhuma conclusão. Não pedi ajuda à medicina pois o meu orgulho ultrapassava qualquer doença ou simples indisposição. Os neurónios transformaram-se em fogo-de-artifício e, nas veias repletas de vibração, o sangue tanto circulava como parava. No tempo. No espaço. Na vida. O incompetente do coração abrandava a cada olhar para o infinito, o intocável. Aguardei pela morte, gritei por ela e, por instantes, ela apareceu, vestida de um vermelho tão forte como o do meu coração. Tentei seduzi-la mas ela desapareceu entre as trevas da minha mente. Já nada funcionava em mim. A ilusão era o único prazer que me restava. Então, armei-me de força e coragem e, sem me dar conta, iludi-me. E como foi bom iludir-me no mar verde dos teus olhos e na paz angustiante que me transmitias. Não demorou para que o meu corpo e a minha sanidade mental se recuperassem. Afinal, eu não precisava do diagnóstico. Precisava da cura. Deixei a ilusão de parte e envolvi-me no maior dos prazeres. Suguei todo o veneno doce que tinhas para oferecer. Na tentativa de te dar algo em troca, parti à procura do maldito botão que oferece oxigénio às células e elimina os resíduos. Renasci. E fiz questão de fazer uma grande alteração: coloquei-te em cada canto do agora competente coração. Alimentei-me de ti e continuo a fazê-lo. O teu oceano fez a Terra tremer. E mesmo sendo exagerado tomar-te como ocenano, és, de certeza, a gota de água, a gota de sangue e até a lágrima que faltava na minha vida. Atingi o intocável. O mais alto dos altares. Não tu. Mas os dois como um só.

Isa Mirtilo, versão 16 anos

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Fui às compras!
























Qual a primeira coisa a fazer quando se chega a casa? Ir com a mãe às compras. Aturá-la. E ela a mim. Foi um dia exclusivamente dedicado ao calçado, embora nenhuma das duas estivesse para aí inclinada. Fomos ver uns trapos e acabámos com quatro pares de calçado em casa. Hoje só vos vou falar daquilo que comprei para mim. Já tinha ido à Inside várias vezes mas nunca me apaixonei pelos artigos. Mas estas alpargatas foram excepção. Andava com vontade de comprar umas mas não encontrava padrões que realmente gostasse. Foram estas as escolhidas. Achei as palmeiras tão fofas! Além disso, são a combinação de três cores que adoro: o preto (indiscutível), o verde menta e o rosa pálido. Funcionam como um apontamento de cor naqueles dias de preto total. Apesar de calçar o 37, tive que comprar o 38 porque calçam muito pequeno. Estavam em saldo e custaram 8.99€ 11.99€. Comprei as sandálias na Seaside. Acho que umas sandálias pretas dão sempre jeito. Acabei de me aperceber que todas as minhas sandálias são pretas. Ai, e eu a pensar que já não era preconceituosa com as outras cores. Vamos ter que mudar isto. A verdade é que elas ficam bem com tudo. Complementam qualquer roupa. Gostei destas por serem simples e terem apoio atrás. Confesso que mal as vi pensei: aquela corrente vai desaparecer. Mas quando as experimentei, até gostei de ver. Pelo menos, não é dourada! E sempre lhes dá outro brilho. O preço também me convenceu. Também estavam em saldo e custaram 14.99€ 29.99€. E foram estas as minhas singelas compras. Depois mostro-vos as sandálias da minha mãe. Adoro-as mas não consigo andar um dia inteiro nas alturas. 





domingo, 28 de junho de 2015

Sumo Detox


Pronto!Já está tudo terminado. Agora só falta esperar pelas notas. Infelizmente, as pessoas que também estão na faculdade sabem que, muitas vezes, as notas não dependem só de nós. Enfim. Not giving a shit at this moment. Estou oficialmente de férias! Está um calor desgraçado aqui na terrinha. Mas está no país todo portanto não tenho direito a queixar-me. Nem dá vontade de comer. Cá em casa, tenho mais facilidade em fazer sumos. Tenho centrifugadora e liquificadora. No Porto, tenho que me desenrascar com a picadora e com a varinha mágica sempre que me apetece um batido. Nesta altura, troco os lanches por sumos. A criatividade tem que estar sempre em crescimento senão acabamos por beber sempre a mesma coisa. Ontem, fiz um dos meus preferidos. Fui colher framboesas à horta e, como tinha melancia, pensei logo em juntá-las. Saibam que não sou uma expert nestas coisas mas tenho vindo a aprender cada vez mais. Todos sabemos que os frutos silvestres são excelentes antioxidantes. Juntei-lhe mais umas coisinhas e ficou perfeito. Fiz na liquificadora. E rendeu um litro. Apesar da melancia ter imensa água, fica sempre papa. Portanto, acrescentei água fresca para não ficar tão espesso. Também faço outra versão com legumes. Costumo acrescentar bróculos ou couve branca. O sabor acaba por ficar bastante idêntico. Espero que tenham ficado com vontade de experimentar. Não é nada complexo. E, além de saber bem, faz bem!

Ingredientes
1 taça de framboesas
1 taça de melancia
1 colher de café de chia
1 colher de café de goji
Folhas de hortelã
Algumas gotas de limão
Meio copo de água fresca



sábado, 27 de junho de 2015

Animais e pessoas estúpidas



Certamente já viram ou ouviram falar do vídeo que anda para aí a circular. Não vou ser eu a encaminhar-vos para ele. Longe disso. E vou tentar fazer uma descrição muito breve para depois poder desenvolver as minhas ideias. Há uma aldeia no concelho de Vila Flor cuja tradição se chama Queima do Gato. Claro que não é literal, pensam vocês. É um ritual simbólico. Pensamos todos. Pois bem. Aliás, mal. Não é. A tradição passa por prender um gato no cimo de um poste/árvore e...queimá-lo. Não se enganem. Vivo. Não vi o vídeo. Só vi uma imagem que é, para mim, uma amostra já significativa da brutalidade que ali praticam. Eu podia perguntar: o que é que se passa na cabeça das pessoas? Mas não vou. Porque não quero saber. Porque não é de agora. Porque tenho medo que nada vá mudar. Nem sei o que dizer. Ou então, sei demasiado bem. Custa-me imenso. Imaginem o vosso animal num cenário macabro destes. Levado a cabo por seres humanos. Humanos? Desde quando maltratar um animal só para obter prazer e folia é humano? Não são só os touros que sofrem porque sim. Estas atitudes só me fazem, cada vez mais, odiar a nossa raça. Esta raça tão racional e desenvolvida. Que nasce já plena de inteligência e capacidades. Que merda de raça é esta? Matem animais. Comam-nos. Não sou fundamentalista ao ponto de dizer que não como carne. Mas não os matem porque ficam excitados. Não os torturem para depois irem dormir descansados. Não os queimem vivos! Não façam disso uma festa. Não façam disso a maior diversão do mundo, seus cabrões. Cobardes. Bichos. Bichos da mais baixa base hierárquica. Morrei. Morrei vós, ó pessoas! Tomai-lhes o sofrimento na pele, na carne. Morrei e morrei já porque nem quero ouvir falar nos vossos nomes. A população da aldeia já veio dizer que usam o mesmo gato todos os anos. Que o gato não morreu. Que "está bem bonito". Que é só queimar o pêlo portanto não faz mal. Comentem vocês. Sinto demasiado nojo para isso. A GNR já abriu um inquérito judicial. Vamos lá ver se a lei que saiu há pouco tempo está "mortinha" para ser aplicada. Espero que sim. Que sejam condenados. Mas, às vezes, tal é a horta como as couves. Por mim, a "tradição" passava por ensaio de porrada aos intervenientes. Mas isso sou eu. Que não alimento compaixão por pessoas estúpidas e bárbaras.

Depois, há cães assassinados em massa. Há galos torturados. Há as touradas. Há namorados que espancam a gata da namorada. Há namoradas que fazem ultimatos aos namorados: o cão ou eu. Jogos de prazer humano. Não vos chega sodomizarem-se uns aos outros? Relativamente aos animais de estimação: se não gostam deles, não os tenham. Se não têm condições, não os tenham. Se não têm um pingo de amor e consciência, não os tenham. Se não têm tempo, não os tenham. Não me choca nada que não gostem de animais. Mas mantenham-se nesse limite. Não o ultrapassem. Não criem vinganças.

Agora vou trocar o ódio pelo amor. Quem quiser ter um cão ou um gato (ou qualquer animal), não se esqueçam que é um ser que vai precisar todos os dias de atenção, carinho, dedicação e comida. Eu adorava poder cuidar de todos os animais que me aparecem à frente. Mas acho que se todos (todos = os responsáveis e amorosos) cuidarmos, pelo menos, de um animal, já estamos a contribuir para um causa maior. Não queiram este ou aquele cão porque é de raça ou porque é bonito ou porque o catano. Há tantos (tantos, tantos) animais para adoptar. Porquê escolher um animal se jamais escolheriam um filho? Pode ser uma opinião um pouco extrema mas qualquer Bobi ou Tareco merece aquilo que temos para dar. Eu só tenho condições para ter uma gata. Acolhi-a. É a gata mais chata do mundo mas eu adoro-a. Entrou na minha vida no momento certo. É ela que me anima quando estamos sozinhas. É por ela que percorro todos os hipermercados à procura de promoções para que possa comer a melhor comida. Pode parecer ridículo mas é uma realidade. Não é só uma gata. É minha companheira. Estou aqui a escrever e ela está deitada aos meus pés. Descansada. Como se nada lhe pudesse acontecer. Sinto que sente a minha protecção. E sinto que gosta de mim, nem que seja da maneira mais irracional de sempre. Protejam os vossos animais. Não deixem que sejam protagonistas do "atirei o pau ao gato". Ou o lume ao gato. Amem-nos, incondicionalmente. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

É hoje!



É hoje que volto para casa. Não vou lá há mais de um mês. Acho que nunca estive tanto tempo no Porto sem voltar para a santa terrinha. Não tenho saudades daquele fim de mundo. Nem daquelas pessoas que se metem na vida dos outros porque não se encontram na delas. Mas tenho saudades da família. Dos amigos. Aqueles que lá estão. De casa. Do meu quarto e da minha cama. Dos gatos rafeiros que já têm mais dois bebés. Ainda não os vi. Segundo a minha mother, um é preto e outro é malhado. Devem ser uns rebeldes. Aqui a gata princesa, que só fica em casa, nem os vai conhecer. Tenho saudades da minha avó. De me adorar e de me odiar. Dos gritos dela. Dos meus. Dos dela. Dos meus. É difícil saber quem ganha a guerra de palavras entre nós as duas. Já está tudo preparado para ir embora. Quase tudo. Ainda vou dar uma limpeza à casa para depois estar quase três meses sem ser ocupada. Não me julguem. Precisava de uma mala maior para levar tanta tralha. Só assim é que percebo que não uso metade da roupa que tenho. E estou sempre a precisar de roupa nova. Ai, pois, que fútil. So what. Nunca sei se devo cá deixar os casacos. Irei precisar deles? E as botas? Para quê? Que estúpida. Já andei de botas no verão. Tempos demasiado darkside em que sandálias eram para meninas. Embora eu fosse uma. Que saudades das minhas extensões cor-de-rosa. Ou não. Se estão na mesma situação que eu, sabem que o frigorífico deve ficar desligado. Assim como a água e a luz. Mas há sempre comida lá dentro. E não a queremos estragar, certo? Ou andamos uma semana a comer tudo à lambão. Ou não compramos nem mais uma fatia de fiambre porque sabemos que vamos embora. Ou armamo-nos em banco alimentar e despejamos a comida em cima dos nossos amigos. Como o Joãozinho me vai ajudar a levar a mala e a gata até à estação, já sabe que lhe vão calhar na rifa espinafres e polpa de tomate. Entre outras coisas. Vou pagar 7€ para levar a gata no autocarro. Tenho mesmo que comentar isto? Aí vem o velho do restelo dizer "vocês não querem é pagar nada". Pois não. Quando 50% do bus vai vazio, adorava não ter que pagar um lugar à minha gata de 2kg. Obrigada. Já para não falar do aumento em 3€ do bilhete ao longo de dois anos. Já nem o cartão de estudante me safa. Amo-te país. Como não pretendo ficar sem internet ao passar no meio da montanha, já vou carregada de episódios de Orange is The New Black. E assim se faz mais uma viagem rumo a casa.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

I'm Back!

Eugène Grasset - Anxiété 1897


Estou de volta. Só tenho pena de não ter tido a oportunidade de dizer, há uns dias, I'll be back, como o outro. Mas vá, já cá está estou. Tive que me ausentar para me concentrar no que me faltava fazer para a faculdade. Ainda tenho. Mas agora já não custa. Eu sei que ninguém me perguntou nada. Mas tinha que escrever essa justificação. Nem que fosse só para mim. Novidades? A gata anda cheia de calor. Nem lhe digo que podia ser persa e ter o dobro do pêlo. Acho que não aguentava o choque. Eu também ando a suar por todos os poros, algo que não é de costume em mim. Esta última semana aproximou-se bastante do inferno, tal e qual como o retratamos. Mas a cidade do Porto é sempre capaz de nos surpreender. E chove neste preciso momento. Ai que sono! Estou prestes a sair de casa para ir carregada de tralha a uma avaliação importante. E chove. Chove. Chove. O meu guarda-chuva é dos mais fofos e bonitos do universo. Mas não vale a ponta dum corno. Cada vez que o uso, parte-se uma haste. Hoje vai ficar em casa. Graças a mim, tenho uma capa para a chuva. Daquelas que depois se enfia toda para dentro de um bolso. Easy. E pronto. Desejem-me sorte se estiverem por aí. Hoje à tarde vou actualizar as minhas leituras blogueiras para saber o que o mundo anda a fazer. Até já!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

MOSCHINO e a Idade da Pedra


Andava eu a fazer scroll down no meu facebook (como quem não tem mais nada para fazer - piada do ano), quando me deparo com umas ilustrações de personagens de Game Of Thrones vestidos por grandes marcas (ver aqui). Como na internet uma coisa leva à outra, fui cuscar o site da MOSCHINO. Não tenho nenhuma peça da marca já que muitas delas pagavam um ano das minhas propinas. Adiante. Encontrei colecções muito loucas. Adorei, sobretudo, a secção que diz Cheap&Chic. A minha alma de pobre pensou logo: é aqui que pertenço. Mas não. Uma saia que compro por 10€, custa 500€. Mas deixemos isso para outra conversa. As peças são claramente inspiradas na idade da pedra. Nos Flintstones, pronto. Na Wilma e na Betty para o público feminino. Padrões selvagens, acabamentos pseudo rasgados, ossos, correntes e banda desenhada. Fiz uma selecção de peças dessa colecção que usaria com todo o gosto. Eu até delirava por terem descontos no site. Mas nem assim. Não tem mal nenhum olhar/sonhar pois não?