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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Perguntas & Respostas


Depois de ler alguns dos vossos comentários, cheguei à conclusão de que devo continuar a fazer o que sempre fiz. Vou organizar melhor as ideias para conseguir preencher o meu cantinho com coisas minhas. E dos outros, quando assim tiver que ser. Gosto de opinar acerca de tudo. Do bom e do mau. Gosto de falar bem. E de falar mal. Para santa já bastam as falsas. Uma das vantagens dos blogs é a interacção. Quando a há, claro. Portanto, e seguindo o exemplo de algumas pessoas, decidi fazer um Perguntas & Respostas.

Não me importo que fiquem a conhecer um pouco mais sobre mim. Contudo, não se esqueçam que ainda vivo no anonimato. Aqui na minha caverna que, no entanto, tem luz e cheira a incenso. Haverá, certamente, perguntas às quais não poderei responder. Mas há sempre volta a dar e responde-se de outro modo. Espero que activem o vosso modo cusco (limitado). Vou ter imenso prazer em responder. Quem não estiver minimamente interessado nisto também me pode perguntar: por qué no te callas? Sabem que eu aceito tanto o bright como o dark side da vida. Chateiem-me lá à vontade. Depois partilho o que ainda não está escrito.

sábado, 25 de julho de 2015

Ajudem a Mirtilo


Hoje vou fazer algo diferente. O facto de não ter grande coisa para fazer tem-me tirado tempo. Estranho, não é? Estou de férias, sem nada importante para fazer e, ainda assim, falta-me tempo. Ou então sou eu que estou a dramatizar a situação. É sempre assim, não é? Quando temos mil e uma coisas para fazer, depositamos toda a nossa atenção noutras coisas. E assim navegamos até termos riscado todas as tarefas da lista. Depois, com a página em branco, ficamos a olhar para o vazio. Literalmente. É assim que me sinto agora. Quero dedicar o tempo que prometi ao blog. Merece que eu cumpra, com vontade, aquilo a que me propus. Jamais escreveria por obrigação. E por saber que, até agora, o alimentei com todo o prazer, é que vos venho pedir ajuda. Calma, não vos vou dar o meu NIB para transferirem um euro. A motivação atacou-me. Saiam do caminho. Mas ainda não sei que caminho é esse. Sinto que tenho demasiadas ideias. Demasiadas coisas das quais quero falar. E tenho vontade de falar sobre tudo ao mesmo tempo. Não me apetece dividir os pensamentos por dias. Mas não sou a super-mulher. Apesar de ser uma pessoa organizada, não consigo (ou não gosto) de pensar, à partida, aquilo que vou vomitar aqui durante uma semana. 

Assim, decidi seguir o exemplo de algumas pessoas e fazer-vos a seguinte pergunta:

O que gostariam de ver aqui no blog?

Não quero, de todo, passar a minha responsabilidade para as vossas mãos. Mas parece-me uma boa altura para receber algum feedback. Podem deixar ideias, temas e perguntas. Podem ser coisas vagas. Podem ser coisas estúpidas e sem sentido. Podem ser coisas profundas. Ou temas específicos. Pode ser qualquer coisa desde que eu possa responder ou escrever acerca de. Se correr bem, vou tentar seleccionar algumas coisas!  Caso contrário, estarei aqui de qualquer modo. Espero que atendam ao meu humilde apelo. Obrigada!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Joker, Joker, Joker


Está tudo maluco com o novo Joker. O filme Suicide Squad só tem estreia marcada para o próximo Verão. Ainda assim, os fãs e os não fãs do maior vilão do Batman andam a bater mal da cabeça há meses. Uns dizem que o actor Jared Leto não encaixa no papel. Outros dizem que encaixa mas que o problema está no seu aspecto. Que o boneco não está bem montado. Que não devia ter tatuagens. Que não devia ter cenas nos dentes. Que não devia ter assim o cabelo. Que não devia o raio que os parta. Confesso que quando saiu a primeira imagem daquilo que estava para vir, também torci o nariz. Nunca me tinha passado pela cabeça ver o Joker em tronco nu. Não acompanho as BDs portanto só posso opinar sobre alguns filmes. 



A minha aproximação a este vilão, que para mim é um dos mais complexos, começou com o filme Batman (1989) de Tim Burton. Adoro fazer maratonas Batman a partir desse filme. O Joker foi interpretado pelo mítico Jack Nicholson. Conquistou-me por ser um palhaço feliz capaz de pegar numa metralhadora e matar toda a gente. Porque não? As suas atitudes eram completamente tolas e, em conjunto com as gargalhas, fez-nos divertir. Ainda assim, a sua insanidade nunca foi posta de lado. Matar é glorioso para o Joker. Matar é anedótico. E morrer com um sorriso na cara é essencial. Já no O Cavaleiro das Trevas (2008) de Christopher Nolan, assistimos a um Joker totalmente diferente. Na altura, ninguém acreditava que o Heath Ledger fosse capaz de se agarrar à personagem e torná-la numa das interpretações mais apetecíveis do vilão. O actor morreu no mesmo ano da estreia do filme devido a uma overdose acidental. Se estiveram atentos ao caso, acredita-se que Ledger mergulhou profundamente no Joker e ficou mentalmente perturbado. Rumor à parte, a verdade é que o actor se preparou psicologicamente para o papel, explorando, por exemplo, o isolamento. Isto porque este Joker, que repetidamente nos pergunta why so serious, age como um maníaco cujo desejo é instalar a anarquia em Gotham. O humor é substituído, por inteiro, pelo sarcasmo. A inteligência e a imoralidade são duas das suas grandes armas. Aquilo que mais admirei neste Joker foi a sua vontade e insistência em provar que o resto das pessoas também são capazes de ser cruéis e doentias como ele. Claro que sim. 

Se já viram o trailer do Suicide Squad, já se aperceberam que vai ter uma carga psicótica bastante elevada. Por parte de todas as personagens. Acredito que o Leto não vai desiludir. Considero-o um dos actores mais versáteis neste momento. É inacreditável a quantidade de personagens que engole e cospe, como resultado do seu bom trabalho. Este Joker já prometeu magoar-nos, muito e muito. Eu cá não me importo. Espero que seja o mais psicopata possível. Ao vê-lo durante estes míseros segundos, até me esqueci da sua aparência. Afinal, o Joker é único. E deve sê-lo em cada adaptação. Um dos pontos positivos no trailer é o cover da música I Started a Joke dos Bee Gees. Perfeita para um filme com o Joker. AHAHAHAHAHAHAH


I started a joke which started the whole world crying but I didn't see that the joke was on me.





quinta-feira, 16 de julho de 2015

Esculturas hiper-realistas

Olympus Lauren Perdue, 2013


Estou de volta! Com algumas picadelas de insectos e com doses elevadas de sono. Mas estou de volta. Até já tenho saudades de dormir numa tenda enquanto os DJs passam o seu untz untz untz. E enquanto os junkies batem a chinela até cavarem um buraco no chão. Para o ano há mais! Nunca fecho os olhos ao mundo da arte e a pesquisa constante que lhe entrego é uma das coisas que me alimenta. Não sou preconceituosa no que diz respeito à escultura. Aprecio os clássicos e as superfícies polidas em mármore como aprecio uma obra contemporânea. Isto porque não há comparação possível. Nem na técnica nem no contexto. Odeio quando as pessoas se armam em entendidas no assunto e se põem a dizer que uma pietá esculpida é mais bela que uma estrutura de ferro. Shut up, seriously. Nem tanto. Falem à vontade porque têm esse direito. Mas não caiam na ignorância. Só se for mesmo necessário. 

Mas hoje trago-vos obras contemporâneas que obedecem ao hiper-realismo. Se a pintura recorreu ao fotorrealismo para criar obrar semelhantes à fotografia, a escultura recorre ao hiper-realismo parar criar objectos e/ou figuras humanas que correspondam, com veracidade, à realidade. As obras da escultora Carole Feuerman são, na sua maioria, imitações do corpo humano. O material usado para as esculpir tanto pode ser resina como mármore e bronze. Depois, se assim o entender, é-lhes aplicada uma camada de tinta a óleo. O tamanho varia. Tanto podem ser feitas à escala humana como em grande escala. Numa entrevista, disse que a água e a natação passaram a ser, desde cedo, a sua maior inspiração. Isto porque os nadadores sempre lhe aparentaram ter o equilíbrio entre a mente e o corpo humano. Quanto a isso, não sei. Não sou lá grande peixe. Só sei que adoro as esculturas. Além de venerar a sua técnica, sinto um certo sossego quando olho para elas. Talvez me seja transmitido pela ideia da água. E se assim for, penso que a inspiração da artista cumpre o seu objectivo. Além disso, acho fácil identificarmo-nos com as obras por serem réplicas do nosso corpo e por apresentarem pormenores que são só nossos. Como a roupa e acessórios ou como as gotas de água a escorrerem na pele. Não somos nós mas quase.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Campismo!


Não é das coisas que mais gosto de fazer. Não comecei bem. Gosto de acampar. Gosto de me libertar do ruído e descansar no meio das árvores. Gosto. Mas não gosto da trabalheira implícita no termo acampar. Não sou expert nisto portanto fico sempre aborrecida quando chega a hora de pensar o que levar. Sei que me vou esquecer de alguma coisa. Vou estar três dias completamente afastada deste meio. Substituir o mundo tecnológico pelos amigos, pela natureza e pela música. Estou pronta para fazer uma alimentação à base de sandes, rissóis, conservas e xixa assada. Mas não estou pronta para lavar loiça. Nem para acordar no forno/tenda. Nem para ter moscas como vizinhas. Ou ter que me chatear porque alguém me chateou. Mas esses senãos fazem parte. Este ano já vou dormir num colchão de ar. Menos mal. Já montámos as tendas e já temos o nosso bairro definido. Vou enfrentar, mais uma vez, a água gelada do rio. E enfrentar os mini peixes. Mete-me imensa impressão quando começam a rondar-me as pernas. Prefiro o mar, sinceramente. Decidi fazer uma lista de algumas coisas que são essenciais para quem vai acampar! Não é, de todo, uma regra e sofre variações conforme o tipo de campismo que fizermos. E o tempo que acamparmos.



Abrigo e conforto: 
tenda, colchão, saco-cama, almofadas, mantas, bancos encartáveis, lona de plástico

Ferramentas
martelo, canivete, lanterna, corda, fita adesiva, mapa

Comida
fogareiro, mala térmica, loiça, talheres, garrafas de água

Higiene
toalhas de banho e/ou praia, champô, gel de duche, creme corporal, protector solar, toalhitas, pasta e escova de dentes, escova do cabelo, etc

Roupa
peças práticas, leves e frescas (caso seja Verão), um casaco (sempre!), calçado confortável (ténis e sandálias rasas), chapéu ou lenços para a cabeça

Outros
primeiros socorros, guardanapos e/ou papel higiénico, sacos do lixo, espelho

Aquilo que vão comer depende dos vossos gostos, obviamente. E depende do modo como vão cozinhar. Se não cozinharem, de todo, optem por conservas e outros alimentos de fácil consumo. Se forem procriar, tentem não procriar e protejam-se. Nunca se esqueçam que à noite faz sempre frio! Especialmente em zonas perto do rio. A probabilidade das vossas chanatas se estragarem é imensa portanto levem sempre dois pares. Mantenham o vosso bairro limpo. Obriguem os amigos a fazer o mesmo. Não sejam cagados e tomem banho. Não se esqueçam de beber muita água e proteger o corpo do sol. E levem os objectos que vos são essenciais. Tentem deixar os bichos tech em casa, à excepção do telemóvel. Não queiram morrer sem antes ligar aos papás. Ainda vos matam. E não, não importa a vossa idade. Vá, agora sou eu que pareço uma mãe. Divirtam-se ao máximo. Eu vou fazer o mesmo. Ou pior. Até já!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Já não sou a mais nova!

Há um momento na história da família em que somos os mais novos. Ocupei esse papel durante 16 anos na categoria dos netos. Era vê-los todos a pensar em mim. A comprarem-me coisas só porque sim. A aturarem-me as birras e, mais tarde, as crises. A mimarem-me e a ralharem-me. A comerem, de propósito, o Happy Meal, para depois me darem o brinde. Hoje, com 21, sou eu que faço isso. Apareceu a primeira bisneta e destronou-me. Agora ocupo aquele lugar estranho de prima-tia. Podiam simplificar esse grau de parentesco. Ou se é prima. Ou se é tia. Que confusão. De qualquer das maneiras, o reinado da minha prima-sobrinha nem chegou aos cinco anos. Ainda bem que a idade não lhe permite saber os banhos de mimo infinito que acabou de perder. Isto porque acabou de chegar outra prima-sobrinha. Só gajas nesta família. Infelizmente, esta criatura linda e recém-nascida só vai poder reinar durante nove meses. Porquê? Porque vem outro ser a caminho. Ainda é muito cedo para saber se a sapatilha será rosa ou azul, seguindo o cliché. Se isto continua assim, a vida familiar transforma-se num episódio de Game Of Thrones. A garotada nem vai ter tempo de aquecer o rabinho no trono. Não faz mal. Deixem vir as criancinhas a mim. Estou desejosa para que cresçam e eu possa ser a melhor pritia de sempre. Aquela a quem vão pedir para sair à noite. Mas isso significa que a minha idade também vai avançar. Então não. Deixai-vos estar com os livros da Porquinha Peppa na mão e fraldas no rabo. Tenho andado a pensar num novo cargo que espero ocupar daqui a muitos (muitos) anos. A mais velha da família. Se fui a mais nova, posso ser a mais velha um dia. Daí já ninguém me tira. Enquanto isso não acontece, vou ficar aqui a ter perder paciência com as meninas e a implorar que gostem de barbies para poder espremer a lágrima da nostalgia. Ou brincar com elas naqueles tapetes que têm estradas desenhadas. Ou a fazer desenhos e perceber, em cada gatafunho, risco e rabisco, os olhos, o nariz e a boca. Ou a tentar ser má para elas e ter medo a mim mesma. Ou a limpar-lhes a lágrima da cara porque "o chão é mau". E assim sai uma rainha do trono para dar lugar às melhores princesas do mundo. Adoro-vos minions, sem capacidade de leitura (ainda).

terça-feira, 7 de julho de 2015

Fui às compras II






















Fui espreitar estes primeiros saldos. Mas confesso que já ia com objectivos definidos. Andava, há algum tempo, de olho numa saia da Zara e num vestido da Bershka. Como baixaram dez euros, lá fui eu ser consumista. Também tenho direito a comprar algumas coisas que sei que não preciso. Contudo, não perco a cabeça e compro roupa que sei que vou mesmo usar. Fiquei contente por ter encontrado as peças que queria em versão S. Confesso que tinha medo que o vestido me ficasse mal por ser um pouco comprido. Mas gostei precisamente por causa disso. Não tinha nenhum do género e a diferença, quando assumida, cai sempre bem. Adoro aquela parte com os fios, onde a pele fica à mostra. Nas costas, também é aberto. Além da saia da Zara, comprei uma preta na Stradivarius (nova colecção). Não ia esperar que estivesse em saldo porque era exactamente aquilo que eu queria. Uma saia de ganga preta ( sempre lhe chamei ganga preta mas, sinceramente, I have no idea) com botões à frente. Como uso saias deste género há muito tempo, a probabilidade de não gostar de mas ver era quase nula. Jogo pelo seguro nessa área. Ambas têm bolsos à frente. Um ponto positivo para mim, que tenho a mania de "meter tudo ao bolso". Não é pejorativo. Mas também comprei uma pencil skirt. Sou baixinha mas, ainda assim, gosto de mas verPara completar, comprei uma camisola comprida assimétrica. Espero que gostem (ou não)!


                                                                             

Saia Zara 9.99€ | Saia Stradivarius 17.99€ | Vestido Bershka 25.99€ | Camisola Pull&Bear 7.99€ | Saia Pull&Bear 5.99€